segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Natal, uma Estrela que brilha no Amor

Querida amiga,

Por cá, em família construímos uma história de Natal, num desafio lançado pela escola do Gonçalito, para a 15.ª Edição do Concurso Literário "Uma História de Natal", da Biblioteca de Cucujães, com a colaboração da Junta de Freguesia.

Assim, já ganhamos um bom momento em família, muito criativo, de partilha e com alegria.

Em seguida, partilhamos a nossa história de Natal, que também é vossa. Esperamos que gostem tanto dela como nós gostamos de a criar. 

Como seria a vossa? O título teria de ser o mesmo...

Com muita amizade, amor e carinho.

Mil beijinhos,
C. 

Natal, uma Estrela que brilha no Amor
Era uma vez uma menina que se chamava Estrela.

Estrela vivia numa pequena aldeia, instalada numa montanha, com o pai e a mãe. A aldeia, onde vivia, parecia um presépio!

A sua família era muito abastada, mas mesmo assim a pequena Estrela era uma menina muito humilde e bondosa.

Por altura do Natal, a Estrela escreveu a sua carta ao Pai Natal, na qual pediu muitos brinquedos e alimentos, coisas que nunca tinha pedido, nem em tanta quantidade. 

Os seus pedidos deixaram o pai e a mãe mesmo muito admirados, e por isso disseram-lhe:
- Não sabemos se o Pai Natal irá conseguir trazer-te tudo que pediste, embora ele saiba que te portas muito bem, nossa querida filha.

Chegou o dia de Natal, com muito frio e neve a cair, mas mesmo assim muito bonito.

Estrela acordou radiante e foi logo chamar o pai, a mãe, o João e a Maria, que eram o mordomo e a governanta da casa.

- Venham, venham! Bom dia, bom dia! Feliz Natal!

Depressa correu para junto da árvore de Natal e surpreendeu a família ao pedir à Maria para ir buscar uns sacos atrás da porta.

- Mas menina Estrela, não estavam nenhuns sacos atrás da porta?

- Maria, por favor, preciso que vá buscá-los e que prometam-me que não fazem mais perguntas a tudo que vos peço. Prometem?

Todos responderam em coro: - Prometemos.

Depois, pediu a ajuda de todos para distribuírem os presentes da árvore de Natal por todos os sacos, dividindo alimentos e brinquedos, para que nenhum saco ficasse sem nenhuma das duas coisas.

Em seguida, a Estrela pediu para o João ir buscar a limusine, ao que o seu pai disse-lhe: - Estrela onde queres ir com este frio e a neve a cair?

A Estrela disse-lhe: - Pai, tinham-me prometido que não faziam mais perguntas aos meus pedidos.

Então, todos juntos carregaram os sacos e saíram de casa em direção à entrada da aldeia.

Pararam junto da primeira casa da aldeia e a Estrela saiu, bateu à porta e desejou um feliz natal àquela família, entregando um dos sacos com as prendas.

E assim, fez de porta em porta, por todas as casas da sua aldeia, onde as pessoas eram muito pobres, mas muito amigas e generosas umas com as outras.

Todas as famílias da aldeia ficaram muito surpreendidas pela Estrela, tão pequenina, ter um coração tão grande e ofereceram-lhe muitos sorrisos e abraços calorosos.

De regresso a casa, no aconchego do lar, a Estrela disse ao pai, à mãe, ao João e à Maria, que este era o melhor Natal de sempre, porque o tinha partilhado em família com toda a sua aldeia.

O pai e a mãe muito orgulhosos da Estrela responderam-lhe:
- És mesmo uma Estrela que brilha no Amor!

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