Quem me dera ser o livro, ou até mesmo a folha simples que te envio, para também eu puder voar até mais juntinho de Ti.Um dia chegará a minha vez, tenho a certeza.
Até que esse dia chegue, vamos trocando as nossas memórias.
Muitos momentos vividos juntinhas e agora à distância,
E sempre com o coração repleto de muita amizade.
Memórias que para sempre ficarão entre nós!
Óptimas recordações que permanecerão!
Risos trocados,
Inigualáveis abraços apertadinhos e aconchegadinhos.
A amizade é mesmo assim!
Sempre bem presente e imensa, mesmo à distância.
E com este envio o que foi encontrar! "A Persistência da Memória" não é só o título do livro que te vou enviar, mas também uma pintura de Salvador Dali.
Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech nasceu, a 11 de maio de 1904, em Figueres (Espanha) e faleceu, a 23 de janeiro de 1989, conhecido apenas como Salvador Dali, foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dali chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dali foi influenciado pelos mestres do Renascimento. O seu trabalho mais conhecido é "A Persistência da Memória".
A Persistência da Memória é uma pintura de 1931. Este quadro está localizado na coleção do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, desde 1934. É amplamente reconhecida e frequentemente referenciada na cultura popular.
Nesta obra é curioso onde o pintor foi buscar a inspiração. Salvador Dali efetuou este quadro inspirado no queijo que se encontrava a comer. Queijo camember, caracterizado pela sua textura mole.
Neste quadro observamos em primeiro plano algo como um caracol ou uma ave no chão, uma oliveira seca, sem folhas e três relógios, marcando horas diferentes a desvanecerem-se ao calor, ao passar do tempo, enquanto um quarto relógio permanece fechado, não se dilatando, mas sendo devorado por pequenos insetos. Distingue-se pela sua cor vermelha, enquanto os outros três têm as cores dourado e prateado. Este plano encontra-se à sombra, os relógios desvanecem-se numa ligeira escuridão.
A luz solar encontra-se toda ela projetada no segundo plano, onde observamos os rochedos , dando assim um grande equilíbrio no quadro; neste plano mais iluminado predominam os tons amarelos, castanhos e o azul do mar.
As imagens flácidas dos relógios que se dobram, mas não se desfazem, evocam a obsessão humana com a passagem do tempo e com a memória. Os relógios a dilatarem-se, o caracol ou ave que se encontra no chão também a dissolver-se, o quarto relógio a ser devorado e a oliveira seca e sem folhas são premonições de morte. Podem revelar o inconsciente do pintor, podemos eventualmente concluir que este tem medo da morte. Assim conseguimos observar o conflito psicológico que se desenvolve através de um interessante jogo de contrastes: rochas duras e relógios moles, luz e sombras, realidade e sonho, razão e absurdo.
Através da linguagem imaginária da memória e dos sonhos. Dali distorce a realidade, retira os objetos o seu contexto real, tentando libertar-se da racionalidade e ultrapassar os limites da matéria em busca do abstrato e do insólito. Também o espaço e o tempo se deformam e desvanecem, à medida que a mancha escura vai tomando conta do quadro, sob a poderosa força, obscura e ilógica, que brota das profundezas da alma humana. Neste quadro, Dali pintou uma bela metáfora da mente humana, onde fervilha a vida anterior e interior, onde o tempo é medido e sentido, onde a fantasia expulsa o facto e onde a memória persiste.
E quem sabe um dia visites o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e contemples esta obra de arte? Até pode ser que um dia a contemple contigo...
Fica muito bem. Mil beijinhos e um abraço bem apertadinho e aconchegadinho. Daqueles que estarão para sempre na nossa memória.
C.

Que bela partilha querida amiga, obrigada :) Aguardo com grande agrado mais um presente teu. Nao sabia desta relacao com o quadro de Dali, mas gostei muito. Este titulo chamou-me a atencao desde o primeiro minuto confesso, algo que persiste nem sempre e bom, depende dos sentimentos que a memoria nos traz...muitas vezes vivemos agarradas a elas, o tempo corre e vamos perdendo caminho. Estou muito curiosa de ler este livro, as espectativas sao boas ;)Quantos as nossas memorias, ai amiga sao tantas e tao boas!! Mas, cocerteza iremos construir mais e mais ao longo desta vida, mesmo que separadas por um oceano :)Memorias do afecto... :)) MIl beijinhos querida amiga.
ResponderEliminarE já chegou. Que as tuas expectativas sejam superadas e aprecies bem a leitura. Mil beijinhos.
Eliminar❤ Cláudia, muito grata por existirem e fazeres a nossa Monica sorrir *
ResponderEliminarBoas leituras ❤
❤ Cláudia, muito grata por existirem e fazeres a nossa Monica sorrir *
ResponderEliminarBoas leituras ❤
Olá querida Diana. Não sou a única. Tu também és um presente muito especial e bem presente na vida da Mónica que preenches com muita alegria e energia bem positiva. Fica bem. Mil beijinhos com muito carinho e um abraço bem apertadinho de muita gratidão.
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